segunda-feira, 29 de março de 2010

Um exemplo pra Rio Preto

Essa é uma reportagem que mostra bem os efeitos da ocupação irregular dos grandes centros urbanos em encostas ou áreas de proteção ambiental.


As encostas vêm abaixo e as cidades alagam, devastadas por chuvas torrenciais, porque sofrem a ação descuidada do homem. Isso ressalta a importância de construir uma casa que siga a legislação e seja sustentável e segura

NATUREZA EM ALERTA
Natureza em alerta
As encostas vêm abaixo e as cidades alagam, devastadas por chuvas torrenciais, porque sofrem a ação descuidada do homem. Isso ressalta a importância de construir uma casa que siga a legislação e seja sustentável e segura
As chuvas que castigaram o Sul e o Sudeste do país neste verão foram diferentes das de anos anteriores: eventos extremos, Segundo o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da Organização das Nações Unidas (IPCC). Em Angra dos Reis, RJ, mediram-se mais de 430 mm em três dias. Isso significa despejar 430 litros de água por m2 de terra. Cunha, SP, outra cidade solapada nesta temporada, recebeu 183 mm num só dia. “Se as chuvas se confirmarem mais fortes nos próximos anos, teremos um desafio para a engenharia e os legisladores.

Muita coisa vai ter de mudar”, diz Maria Lucia Refinetti Martins, arquiteta e urbanista da Universidade de São Paulo (USP). “A verdade é que vamos precisar de alguns anos para entender o que aconteceu nesse período”, afirma Luis Fernando Pesqueiro, pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais(Inpe), com sede em São José dos Campos, SP. Ele se refere aos ciclos de 30 anos em que se define um novo padrão climatológico (usado depois para redimensionar calhas e galerias de água pluvial, por exemplo). “Todas as décadas apresentam alguns verões problemáticos.

Não dá para alterar regras a todo momento”, fala Luis Fernando. Para além das discussões sobre clima, a questão diz respeito à vontade política de fazer valer o uso adequado do solo. “Em todos os casos de tragédia, vemos um vetor: a ocupação irregular.
As regras para isso precisam ser mais rígidas e, eventualmente, áreas de risco e de várzea devem ser desocupadas”, defende Fernando Almeida, engenheiro licenciado do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe),do Rio de Janeiro. Se as prefeituras acham difícil legislar sobre a ocupação do próprio solo, elas vão ainda mais longe quando deixam de cumprir leis federais valorosas para disciplinar a ocupação e a ordenação do município.

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